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  • Foto do escritorZ42 Arte

"Três Vezes Arte" por Lívia Breves na Revista Ela

Nos dez anos de funcionamento do espaço de arte Z42, no Cosme Velho, três artistas sempre estiveram ali: Jorge Barata, Maria Lucia Fontainha e Marcio Atherino. Entre o vai e vem de tantos criadores (a casa hoje tem dez no total), foi o trio que imprimiu a cara do lugar. Agora, celebrando uma década, nada mais justo do que inaugurar três individuais em grande estilo: na sexta-feira, os salões do casarão de 1930 serão abertos, com a direito à apresentação do saxofonista Joel Ferreira, e abrigarão exposições dedicadas aos trabalhos de cada um deles.


Depois de dois anos debruçado na criação de máscaras de bronze, Jorge Barata sentiu que estava na hora de apresentá-las ao público. Ele lança, então, “Santa criatura”, que reúne faces presentes em muitos de seus quadros, em 3D. “Cada uma tem sua própria personalidade, assim como nós, que somos únicos”, diz o artista. “Fiz ainda um quadro de grande dimensão, em preto e branco. Está impactante.”


Por sua vez, Maria Lucia apresenta um painel de 1,94m por 1,98m batizado de “Almas bordadas”, que retrata marcas que ganhamos na vida e como podemos ressignificá-las. “É uma obra sobre o aprendizado que pode surgir a partir de situações que não foram nada boas. É o olhar para frente depois do trauma”, descreve a artista sobre o trabalho desenvolvido em 2021.


Na sala ao lado, Marcio apresenta “Fronteiras & riscos”, série de pinturas que fala de limites, construção e desconstrução. Suas marcas são os traços urbanos entre o abstrato e o figurativo. “A Z42 é uma casa grandiosa que sempre me deu muita liberdade. Além disso, acomoda muito bem diversas exposições simultâneas”, destaca Atherino.


Sempre aberta ao novo, a Z42 é requisitada por gente de fora também, como a artista plástica e curadora Marina Ribas, que acaba de expor no local. “É um espaço plural que, além de abrigar ateliês de artistas relevantes no cenário cultural e acervos de colecionadores, possui a galeria, cuja arquitetura potencializa a experiência de quem ali transita. A variedade de salas expositivas gera uma oportunidade para que o artista faça uma ocupação expressiva para sua linguagem poética”, avalia ela.


Exposição até dia 18 de junho.

Reportagem por: Lívia Breves

Fotografia por: Ana Branco




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